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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Até quando os bons permanecerão em silêncio? por Flávio Lettieri

Estava à procura de um texto sobre a importância das eleições e como estão banalizadas... Acredito fortemente que as eleições não poderiam ser obrigatórias, aí esses candidatos teriam que fazer mais do que simplesmente falar "Vote em mim, porque sou legal!"

Achei esse texto do  Flávio Lettieri  e resolvi compartilhar. O texto está na íntegra e você poderá encontrar lo aqui  http://www.sommaonline.com.br/blog/ate-quando-os-bons


“O que mais me preocupa não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética. O que mais me preocupa é o silêncio dos bons.” Martin Luther King
Céu e inferno, Deus e diabo, anjos e demônios, Ormuz e Arimã, Osíris e Seth, Batman e Coringa, Superman e Lex Luthor, Luke Skywalker e Darth Vader, mocinho e bandido…
A eterna luta entre o bem e o mal, tão fortemente arraigada no dualismo de nossa cultura ocidental e com papel decisivo na formação de nossa personalidade, norteando nossos valores e modelando aquilo que compreendemos como certo e errado.
Aprendemos, desde cedo, a não fazer o mal e a não desejar para os outros o que não queremos para nós.
Somos fortemente influenciados pela ideia de que não pecar é o caminho para alcançar o céu. E, com isso, aprendemos, ainda que de forma sutil, que ser bom é não praticar o mal.
Considero inquestionável a importância desses ensinamentos básicos para a vida sadia no meio social e entendo que o mundo seria ainda mais embrutecido se não fossem esses mandamentos religiosos.
Todavia, acredito que isso é pouco. É preciso ir além.
Não basta não fazer o mal, é preciso fazer o bem.
Não basta termos uma postura passiva, de recolhimento e vigilância sobre os nossos pensamentos e desejos, para controlarmos os nossos instintos mais primitivos que possam nos levar a praticar o mal.
Precisamos ir além: exercitar a prática do bem, seja sob o manto da justiça, da caridade, da bondade, do amor ou de qualquer outra manifestação daquilo que é correto.
No mundo, os verdadeiramente maus são poucos. Pouquíssimos. Mas são capazes de produzir um estrago enorme. E tudo isso por um pequeno detalhe: porque os bons estão calados. Estão escondidos. Estão omissos, possivelmente porque estão apenas se esforçando para não praticar o mal.
Estamos em ano eleitoral.
É mais do que assustador, é uma verdadeira aberração política e social vermos alguns candidatos que nos são apresentados. Mulher Melância, Batoré, Tati Quebra Barraco, Marcelinho Carioca, Mulher Pêra (essa eu nem sabia que existia).
É mais do que triste, é uma vergonha para os bons, para os cidadãos honestos e cumpridores de seus deveres ver o bordão do Palhaço Tiririca: “Vote no Tiririca, pior do que tá não fica”.
A culpa disso não é dos maus.
Essa atitude oportunista daqueles que um dia tiveram seu lugar na mídia e que hoje querem ser os próximos a mamar no governo é culpa dos bons que estão calados ou até mesmo rindo da piada do palhaço que está fazendo todos de palhaço.
Pior do está fica sim. E pode ficar muito pior. O avanço do mal é diretamente proporcional à omissão dos bons.
Não podemos desistir. Não devemos nos calar. Não precisamos ser coniventes com os erros.
Fazer o bem não requer diploma, saldo bancário ou corpinho sarado. É uma postura. Uma atitude que se reflete em pequenos detalhes, no dia a dia, em casa, no trabalho, no trânsito, em qualquer lugar.
Fazer o bem é um exercício diário e constante. Não importa o tamanho do bem, o que vale é o exercício, a postura, a atitude.
Quando fazemos o bem criamos uma cadeia de fatos à nossa volta. Uma onda que se propaga e reverbera para todos os lados. Alguns falam em ação e reação, outros em reciprocidade, outros ainda em lei da atração. Sinceramente, para mim o nome da lei é o que menos importa. O que vale é fazermos o que precisa ser feito.
Pequenas ações podem mudar o mundo. Talvez não o planeta, mas, ao menos, o pequeno ‘mundo’ em que estamos inseridos.
É preciso ter força para suportar os abusos à nossa volta, mas é preciso coragem para fazê-los parar. O mundo espera isso daqueles que são bons.
Podemos fazer a diferença em qualquer lugar, afinal ser bom não é ser perfeito, mas é fazer a opção de querer melhorar a cada dia. De optar por fazer o que é certo, mesmo sabendo que todos, mesmo os bons, às vezes escorregam e caem pelo caminho.
Viver para fazer o bem, eis aí um bom desafio.
Um grande abraço

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